Na Holanda, o conceito de “vale-transporte” como conhecemos no Brasil (um benefício fornecido pelo empregador para cobrir custos de transporte público) não existe exatamente da mesma forma. Em vez disso, o sistema de transporte público holandês é baseado principalmente no uso do OV-chipkaart, um cartão eletrônico que funciona como um bilhete único para trens, ônibus, trams (bondes) e metrôs em todo o país. Se você está perguntando como organizar ou “fazer” algo semelhante a um vale-transporte na Holanda, aqui está o passo a passo para utilizar o transporte público de forma prática:
1. Entenda o OV-chipkaart
O OV-chipkaart é o principal meio de pagamento para o transporte público na Holanda. Ele vem em duas versões:
- Anônimo: Ideal para visitantes ou quem não reside no país. Custa €7,50 e pode ser recarregado com créditos.
- Pessoal: Voltado para residentes, exige cadastro com dados pessoais e pode ser vinculado a assinaturas ou descontos.
Para alguém que quer um “vale-transporte” (como um benefício regular), o cartão anônimo ou pessoal pode ser usado, dependendo da situação.
2. Adquira o OV-chipkaart
- Onde comprar: Você pode adquirir o cartão anônimo em máquinas de bilhetes nas estações de trem (como as da NS – Nederlandse Spoorwegen), em guichês de transporte público, supermercados ou tabacarias.
- Custo inicial: O cartão anônimo custa €7,50 (não reembolsável), e você precisa carregar um saldo mínimo: €4 para ônibus, trams e metrôs, ou €20 para trens.
3. Carregue o cartão com créditos
- Como carregar: Use as máquinas de recarga nas estações (aceitam cartões de débito/crédito ou, em alguns casos, dinheiro) ou recarregue online se for um cartão pessoal.
- Quanto carregar: Depende do seu uso. Por exemplo, uma viagem de ônibus pode custar entre €1 e €3, enquanto trens variam conforme a distância (ex.: Amsterdã a Roterdã custa cerca de €15-€20 ida e volta).
4. Use o sistema de check-in e check-out
- Check-in: Ao entrar no transporte (ônibus, trem, tram ou metrô), aproxime o cartão do leitor eletrônico. Você ouvirá um bipe confirmando.
- Check-out: Ao sair, faça o mesmo. O sistema calcula o valor da viagem com base na distância percorrida e debita do saldo. Se esquecer o check-out, será cobrado um valor máximo, o que pode ser caro.
5. Para empregadores (se for um benefício)
Se você é um empregador na Holanda querendo oferecer algo como um “vale-transporte” aos funcionários:
- Reembolso: Muitas empresas holandesas oferecem um subsídio de transporte (em holandês, reiskostenvergoeding), que pode ser um valor fixo mensal ou reembolso das despesas com base em recibos ou uso do OV-chipkaart.
- Assinaturas: Para funcionários que usam transporte público regularmente, o empregador pode adquirir uma assinatura (abonnement) vinculada ao OV-chipkaart pessoal, como o NS-Business Card, que dá acesso ilimitado ou descontos em trens e outros meios de transporte.
6. Alternativas para turistas ou estadias curtas
Se você está na Holanda por pouco tempo e não quer o OV-chipkaart:
- Bilhetes avulsos: Compre passagens de hora ou dia nas máquinas ou guichês (ex.: €3,40 por 1 hora em Amsterdã com a GVB).
- Cartão por aproximação: Use um cartão de débito/crédito contactless (Visa ou Mastercard) diretamente nos leitores, sem precisar de OV-chipkaart. O valor é cobrado automaticamente no final do dia.
Dicas práticas
- Planeje suas rotas: Use o site ou app 9292.nl para verificar horários e meios de transporte.
- Reembolso: Se sobrar saldo no OV-chipkaart anônimo (até €30), você pode pedir reembolso em guichês da GVB ou NS, pagando uma taxa de €2,50.
- Empregadores: Se você é funcionário, pergunte à empresa sobre políticas de subsídio de transporte, pois isso é comum na Holanda.
Resumindo, para “fazer um vale-transporte” na Holanda, o mais próximo seria adquirir e gerenciar um OV-chipkaart ou negociar com um empregador um subsídio de transporte. O sistema é eficiente, mas exige atenção ao check-in/check-out para evitar custos extras!